Ansiedade
ÁREAS DE INTERVENÇÃO
A ansiedade é uma resposta natural do organismo ao stress ou perigo. Quando surge de forma proporcional e temporária, ajuda-nos a lidar com desafios. No entanto, quando se torna frequente, intensa ou desproporcional, pode transformar-se numa perturbação psicológica.
Estima-se que entre 4% e 5% da população mundial sofra de transtornos de ansiedade, sendo que apenas 1 em cada 4 pessoas recebe tratamento adequado.
O que é?
Sintomas Comuns da Ansiedade
É normal experienciar alguns destes sintomas ocasionalmente, isso não significa, por si só, que exista uma perturbação de ansiedade. Da mesma forma, quem vive com ansiedade pode não manifestar todos estes sinais.
Sentimentos
Sensação de nervosismo constante
Medo intenso ou pânico sem causa evidente
Angústia persistente
Sentimento de impotência ou de estar “à beira de um colapso”
Irritabilidade ou frustração fácil
Pensamentos
“E se algo correr mal?”
“Disse alguma coisa errada?”
“Se sair de casa, pode acontecer alguma coisa má.”
Tendência a imaginar o pior cenário possível
Dificuldade em desligar de pensamentos repetitivos ou preocupações
Comportamentos
Evitamento de lugares, pessoas ou situações específicas
Dificuldade em iniciar ou manter tarefas
Isolamento social
Comportamentos de controlo ou verificação repetitiva
Procurar constantemente garantias (reafirmações)
Sintomas Físicos
Batimentos cardíacos acelerados
Aperto no peito ou falta de ar
Tensão muscular e dores de cabeça
Problemas digestivos ou náuseas
Suores, tremores ou tonturas
Insónias ou sono leve e pouco reparador
Cada pessoa é única. O acompanhamento também.
Na COPE, oferecemos acompanhamento psicológico personalizado, adaptado ao seu percurso, ao seu ritmo e às suas necessidades.
Que tipos de ansiedade existem?
As perturbações de ansiedade incluem diferentes formas clínicas, como:
Ansiedade generalizada – preocupação constante e excessiva com situações do quotidiano.
Perturbação de pânico – ataques de pânico súbitos e medo de novos episódios.
Fobia social (ansiedade social) – medo intenso de situações sociais.
Agorafobia – medo de estar em locais onde escapar possa ser difícil em caso de pânico.
Transtorno de ansiedade de separação – preocupação excessiva com a separação de pessoas próximas.
Fobias específicas – medo irracional de objetos ou situações concretas.
Mutismo seletivo – incapacidade de falar em determinados contextos sociais, mais comum em crianças.
Quais as causas e fatores de risco da Ansiedade?
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de perturbações de ansiedade abrangem tanto componentes biológicos como experiências de vida.
Genética e historial familiar: Uma predisposição genética e o historial familiar de ansiedade ou outras perturbações mentais podem tornar a pessoa mais vulnerável.
Experiências traumáticas (como abuso, perda ou acidentes): A exposição a eventos stressantes ou traumáticos, como a perda de um ente querido, situações de abuso ou acidentes graves, assim como stressores crónicos — dificuldades financeiras prolongadas, instabilidade no trabalho ou conflitos familiares persistentes —, tende a agravar a ansiedade
Stress crónico: A exposição prolongada a situações de stress — como pressões no trabalho, instabilidade financeira ou conflitos familiares recorrentes — pode sobrecarregar o organismo e afetar a forma como lidamos com emoções. Quando o stress se torna constante e sem alívio, o sistema nervoso entra num estado de alerta contínuo, aumentando a probabilidade de desenvolver sintomas de ansiedade e dificultando a sua regulação.
Doenças crónicas: Condições médicas crónicas, como problemas cardiovasculares, hormonais ou respiratórios, podem aumentar os níveis de ansiedade ao afetarem o bem-estar físico e emocional.
Isolamento social: A falta de relações significativas ou de uma rede de apoio sólida pode aumentar a sensação de insegurança, medo e vulnerabilidade. A ausência de contacto social regular dificulta a partilha emocional e o sentimento de pertença, o que pode agravar ou até desencadear sintomas de ansiedade, especialmente em momentos de maior stress ou mudança.
Uso de substâncias: O consumo de substâncias como álcool, cafeína, drogas recreativas ou certos medicamentos também pode desregular o sistema nervoso e intensificar sintomas ansiosos, criando um ciclo difícil de interromper.
Por outro lado, ter uma rede de apoio sólida, relações saudáveis e rotinas equilibradas atua como fator de proteção.
A Ansiedade pode estar associada a outras perturbações?
Sim, a ansiedade coexiste frequentemente com outras perturbações psicológicas, como a depressão, o transtorno obsessivo-compulsivo e o stress pós-traumático, partilhando mecanismos de vulnerabilidade emocional e cognitiva.
Quando devo procurar ajuda para lidar com Ansiedade?
Deve considerar marcar uma consulta quando:
A ansiedade interfere no seu dia a dia
Evita situações por medo ou desconforto
Tem sintomas físicos sem causa médica
Sente que está em constante alerta ou exaustão emocional
Tem dificuldade em controlar pensamentos ansiosos