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Bulimia Nervosa

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A bulimia nervosa é uma perturbação alimentar caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios inadequados para evitar o aumento de peso. Estes podem incluir vómitos autoinduzidos, uso de laxantes, jejuns prolongados ou exercício físico excessivo.

Apesar das compulsões, muitas pessoas com bulimia mantêm um peso dentro do intervalo normal, o que pode dificultar o diagnóstico. A perturbação está geralmente associada a uma preocupação excessiva com o peso e a imagem corporal, que afeta profundamente a autoestima e a qualidade de vida.

O que é?

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Sintomas Comuns da Bulimia Nervosa

É normal experienciar alguns destes sintomas ocasionalmente, isso não significa, por si só, que exista uma Bulimia Nervosa. Da mesma forma, quem vive com Bulimia Nervosa pode não manifestar todos estes sinais.

Episódios de Compulsão Alimentar

  • Ingestão de grandes quantidades de comida em pouco tempo.

  • Sensação de perda de controlo durante as compulsões.

  • Vergonha, culpa e mal-estar após os episódios.

  • Ocorrência frequente em segredo, muitas vezes desencadeada por emoções negativas.

Comportamentos Compensatórios

  • Vómitos autoinduzidos.

  • Uso excessivo de laxantes, diuréticos ou jejuns prolongados.

  • Exercício físico intenso e frequente.

  • Ciclo repetitivo de compulsão e compensação, várias vezes por semana.

Outros Sintomas Associados

  • Obsessão com peso, dieta e forma corporal.

  • Dor de garganta, erosão dentária causada pelo ácido gástrico, inchaço abdominal.

  • Irregularidades menstruais nas mulheres.

  • Ansiedade, depressão e baixa auto-estima frequentemente presentes.

Cada pessoa é única. O acompanhamento também.

Na COPE, oferecemos acompanhamento psicológico personalizado, adaptado ao seu percurso, ao seu ritmo e às suas necessidades.

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Quais as causas e fatores de risco da Bulimia Nervosa?

A bulimia resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais:

  • Biológicos: vulnerabilidade genética; alterações neuroquímicas ligadas ao apetite e ao humor.

  • Psicológicos e emocionais: perfeccionismo, baixa autoestima, necessidade de controlo, depressão, ansiedade, traumas ou abuso.

  • Socioculturais: pressão para atingir padrões de beleza irrealistas, influência dos media, bullying ou críticas relacionadas ao peso.

  • Ambientais: dietas restritivas, experiências negativas com alimentação, conflitos familiares e críticas à imagem corporal.


A Bulimia Nervosa pode estar associada a outras perturbações ?

Sim. A bulimia apresenta frequentemente comorbilidade com outras perturbações psicológicas:

  • Ansiedade (até 80% dos casos).

  • Depressão e perturbações do humor (50% a 70% ao longo da vida).

  • Abuso de substâncias (álcool, drogas ou medicação).


Quando devo procurar ajuda para lidar com a Bulimia Nervosa?

É importante procurar acompanhamento profissional se:

  • Os episódios de compulsão e compensação são frequentes.

  • Há impacto negativo na saúde física ou emocional.

  • A autoestima está profundamente ligada ao peso e à forma corporal.

  • Existem sintomas associados de depressão, ansiedade ou abuso de substâncias.

  • O ciclo de compulsão e compensação causa sofrimento ou perda de controlo.


Como a Psicoterapia pode ajudar no tratamento da Bulimia Nervosa?

A psicoterapia é uma parte essencial do tratamento da bulimia, ajudando a interromper o ciclo de compulsão e compensação e a reconstruir uma relação saudável com a alimentação e com o corpo.

  • Psicoeducação: compreender os efeitos físicos e emocionais da bulimia.

  • Gestão emocional: aprender estratégias saudáveis de regulação emocional que não envolvam a comida.

  • Trabalho da autoestima e autoimagem: promover uma perceção corporal mais realista e positiva.

  • Flexibilização de pensamentos: reduzir padrões rígidos e autocríticos.

  • Intervenção relacional: trabalhar o impacto da pressão social e fortalecer relações seguras e significativas.

  • Integração de traumas: lidar com experiências passadas que contribuíram para o desenvolvimento da perturbação.

Através da terapia, a pessoa pode recuperar equilíbrio emocional, autonomia e bem-estar, melhorando não só a saúde mental mas também a física e social.

Sessões adaptadas ao seu tempo, ritmo e momento.

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