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Perturbação Bipolar

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A perturbação bipolar é um transtorno do humor caracterizado por oscilações intensas entre episódios de depressão e de humor elevado, que podem manifestar-se como hipomania ou mania. Estas alterações de humor podem durar dias, semanas ou meses, afetando de forma significativa a vida pessoal, profissional e social da pessoa.

Durante os episódios depressivos, podem surgir tristeza profunda, falta de energia e alterações no sono e apetite. Nos episódios de humor elevado, há aumento de energia, menos necessidade de sono e comportamentos impulsivos. Já na fase maníaca, os sintomas são mais graves e podem incluir delírios ou alucinações.

O que é?

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Sintomas Comuns da Pertubação Bipolar

É normal experienciar alguns destes sintomas ocasionalmente, isso não significa, por si só, que exista uma perturbação bipolar. Da mesma forma, quem vive com perturbação bipolar pode não manifestar todos estes sinais.

Episódios Depressivos

  • Tristeza persistente, fadiga e perda de interesse em atividades.

  • Alterações no sono (insónia ou hipersonia) e no apetite.

  • Dificuldades de concentração.

  • Sentimentos de inutilidade ou culpa.

  • Pensamentos suicidas em casos graves

Episódios de Hipomania

  • Humor elevado, expansivo ou irritável.

  • Energia aumentada e menor necessidade de sono.

  • Fala rápida, pensamento acelerado.

  • Maior autoconfiança e comportamento impulsivo.

  • Duração mínima de 4 dias, sem incapacidade grave.

Episódios de Mania

  • Humor extremamente elevado ou irritável.

  • Energia excessiva e quase ausência de sono.

  • Ideias grandiosas, delírios ou alucinações.

  • Comportamentos de risco ou autodestrutivos.

  • Duração mínima de 1 semana, frequentemente com necessidade de hospitalização.

Cada pessoa é única. O acompanhamento também.

Na COPE, oferecemos acompanhamento psicológico personalizado, adaptado ao seu percurso, ao seu ritmo e às suas necessidades.

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Quais as causas e fatores de risco da Perturbação Bipolar?

A perturbação bipolar resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais:

  • Biológicos: predisposição genética (história familiar de perturbações do humor); alterações neuroquímicas no cérebro.

  • Psicológicos e emocionais: traumas emocionais, experiências adversas na infância, stress intenso ou prolongado.

  • Ambientais e de estilo de vida: padrões de sono irregulares, consumo de drogas ou álcool, perdas importantes, desemprego ou conflitos.

  • Sociodemográficos: início precoce dos sintomas (normalmente na adolescência ou início da idade adulta) e ausência de apoio familiar ou social.


A Perturbação Bipolar pode estar associada a outras perturbações ?

Sim. A bipolaridade está frequentemente associada a outras condições psicológicas e médicas, como:

  • Ansiedade generalizada e ataques de pânico.

  • Perturbações de personalidade.

  • Perturbações alimentares.

  • Abuso de substâncias (álcool, drogas, medicação).

  • Doenças físicas crónicas, que podem agravar os episódios depressivos.

Esta comorbilidade torna essencial uma abordagem terapêutica integrada.


Quando devo procurar ajuda para lidar com a Perturbação Bipolar?

Deve procurar apoio especializado se:

  • As mudanças de humor começam a afetar relações, trabalho ou estudos.

  • Os episódios depressivos ou maníacos causam sofrimento significativo.

  • Surgem pensamentos suicidas, autolesões ou comportamentos de risco.

  • Existe dificuldade em manter rotinas de sono, concentração ou hábitos saudáveis.

  • Os sintomas persistem ou agravam-se ao longo do tempo.


Como a psicoterapia pode ajudar na Perturbação Bipolar?

A psicoterapia é uma componente fundamental no tratamento, em conjunto com o acompanhamento psiquiátrico. Os principais benefícios incluem:

  • Compreensão do diagnóstico e reconhecimento dos sinais precoces de recaída.

  • Gestão de sintomas com estratégias adaptadas a episódios depressivos e maníacos.

  • Regulação emocional e criação de rotinas saudáveis de sono, alimentação e atividade.

  • Reestruturação cognitiva: transformação de crenças negativas, como culpa ou vergonha.

  • Melhoria das relações interpessoais: desenvolver comunicação eficaz e reduzir conflitos.

  • Processamento de traumas e stress: trabalhar experiências dolorosas e reforçar resiliência.

Ao longo do processo terapêutico, a pessoa aprende a viver de forma mais equilibrada, prevenindo recaídas e melhorando a qualidade de vida.

Sessões adaptadas ao seu tempo, ritmo e momento.

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