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Disfunção Sexual

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A disfunção sexual é uma perturbação caracterizada por dificuldades em uma ou mais fases do ciclo de resposta sexual — desejo, excitação, orgasmo ou presença de dor durante o ato sexual.

Estas dificuldades podem ser persistentes desde o início da vida sexual ou surgir após um período sexual saudável.

Estudos apontam que até 40% dos homens e 50% das mulheres experienciam algum tipo de disfunção sexual ao longo da vida. É essencial distinguir se a origem está ligada a fatores emocionais e psicológicos ou a questões fisiológicas, já que a abordagem terapêutica será diferente.

O que é?

Sintomas Comuns da Disfunção Sexual

É normal experienciar alguns destes sintomas ocasionalmente, isso não significa, por si só, que seja caso de disfunção sexual. Da mesma forma, quem vive com disfunção sexual pode não manifestar todos estes sinais.

Perturbações do Desejo

  • Falta de interesse ou ausência de fantasias sexuais.

  • Diminuição ou ausência de iniciativa.

  • Dificuldade em responder a estímulos sexuais.

  • Redução do prazer ou excitação durante a atividade sexual.

Perturbações do Orgasmo

  • Perturbação do orgasmo feminino – atraso, redução ou ausência de orgasmo.

  • Ejaculação precoce – orgasmo em menos de 1 minuto após penetração.

  • Ejaculação retardada – atraso significativo ou incapacidade de ejacular.

Perturbações da Excitação

  • Disfunção erétil (impotência) – dificuldade em alcançar ou manter a ereção.

  • Perturbação da excitação feminina – dificuldade de lubrificação (secura vaginal).

Perturbações do Dor Sexual

  • Vaginismo – contração involuntária dos músculos pélvicos que impede ou dificulta a penetração.

  • Dispareunia – dor genital antes, durante ou após o ato sexual.

Cada pessoa é única. O acompanhamento também.

Na COPE, oferecemos acompanhamento psicológico personalizado, adaptado ao seu percurso, ao seu ritmo e às suas necessidades.

Que tipos de disfunções sexuais existem?

A disfunção sexual pode manifestar-se de diferentes formas:

  • Perturbação do desejo: ausência de interesse, excitação ou prazer.

  • Perturbação da excitação: dificuldades de ereção ou lubrificação.

  • Perturbação do orgasmo: atraso, ausência, ejaculação precoce ou retardada.

  • Perturbação da dor: vaginismo e dispareunia.


Quais as causas e fatores de risco da disfunção sexual?

A disfunção sexual pode resultar de uma combinação de fatores:

  • Medicação: antidepressivos, fármacos para hipertensão.

  • Consumo de substâncias: álcool, drogas e tabaco.

  • Fatores psicológicos e emocionais: depressão, ansiedade, stress, trauma sexual, preocupações com a imagem corporal.

  • Questões relacionais: dificuldades de comunicação, conflitos ou insatisfação conjugal.

  • Estilo de vida: sedentarismo, má alimentação, falta de exercício físico.

  • Idade: alterações naturais na função sexual com o envelhecimento, aumento de doenças associadas.

  • Fatores sociodemográficos: desemprego, dificuldades financeiras, baixo nível de escolaridade (menor acesso a informação sobre saúde sexual).


A disfunção sexual pode estar associada a outras perturbações?

Sim. A disfunção sexual está frequentemente associada a perturbações de saúde mental, como ansiedade e depressão, e pode ser agravada por traumas emocionais, stress crónico ou problemas relacionais. Também pode estar ligada a doenças físicas crónicas (como diabetes, doenças cardiovasculares ou hormonais) e a efeitos secundários de medicação.


Quando devo procurar ajuda para lidar com disfunção sexual?

É importante procurar apoio especializado quando:

  • A dificuldade é persistente e causa sofrimento.

  • O problema afeta a autoestima, a confiança e a qualidade da relação.

  • Existe dor frequente durante o ato sexual.

  • Há perda significativa de desejo ou prazer.

  • As dificuldades sexuais estão associadas a ansiedade, depressão ou trauma.


Como pode a psicoterapia ajudar no tratamento à disfunção sexual?

A psicoterapia é um recurso fundamental para compreender e intervir nas disfunções sexuais.

  • Psicoeducação: desconstruir mitos e crenças erradas sobre sexualidade e desempenho.

  • Trabalho relacional: melhorar a comunicação e a intimidade com o parceiro.

  • Gestão de traumas: integrar experiências sexuais traumáticas ou negativas do passado.

  • Reestruturação de pensamentos: lidar com culpa, vergonha ou pensamentos intrusivos que inibem a excitação.

  • Perceção corporal: promover uma relação mais positiva e confiante com o corpo.

  • Estratégias comportamentais: exercícios de exposição gradual e práticas focadas na intimidade.

Cada intervenção é personalizada, adaptada às necessidades individuais, e pode ser integrada com acompanhamento médico quando necessário.

Sessões adaptadas ao seu tempo, ritmo e momento.